
Desde 27 de junho, quando a Traço/Feito rodou o primeiro piloto, estamos fazendo sessões piloto para validar o método. No primeiro foram seis pessoas, rotina intensa, relação declaradamente digital. Três horas e meia fazendo algo com as mãos, do começo ao fim, dentro do mesmo encontro.
Ninguém pediu para conferir o horário. Alguém percebeu, já na conversa final, que não tinha pensado em trabalho uma vez sequer desde que chegou. Outra pessoa resumiu o que o método persegue sem usar nenhuma palavra do método: “Todo mundo tem o mesmo material e cada um fez uma coisa totalmente diferente.”
O que mais chamou atenção veio de quem entrou cético, não de quem entrou animado. A pessoa que chegou dizendo que teria dificuldade de se concentrar e fazer coisas com as mãos foi a que, no fim, não conseguia parar de criar.
Cada pessoa saiu com um objeto físico: o próprio caderno, preenchido. Ele funciona como prova de que um ciclo aconteceu do início ao fim, sem interrupção.
Foi piloto. Teve ajuste de tempo, de material, de calibragem. Nada disso mexeu na estrutura. O que o método se propõe a entregar apareceu, e apareceu pela boca de quem viveu, não pela nossa avaliação.
Próximo passo: repetir com um grupo que não conhece quem conduz, como vai ser em toda sessão real.